terça-feira, 21 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Breve percepção!
terça-feira, 17 de abril de 2012
TUDO POR DINHEIRO
Deus, confesso que estou perplexo com a vida que levo. Infelizmente gasto a maior parte do tempo em coisas e projetos que tem como foco...ganhar dinheiro. Não quero mais isso pra mim, cansei. Passei 20 anos na escola, e quem disser que é para ter conhecimento como razão única e principal, está errado. É tudo por ele, tudo por dinheiro. Você estuda para no futuro ter um bom emprego, e para que? Para ter mais dinheiro. Você trabalha para que? Para ter dinheiro. Vamos abrir um negócio, com qual objetivo? Ganhar mais...dinheiro.
Deus, embora meu pranto seja de aparente revolta, estou na verdade, muito triste. Vejo casamentos se destruindo por ele, pessoas morrendo por ele, vidas destruídas por ele... ele quem? Dinheiro. Deus, quando minha vida vai mudar? Não quero mais perder o sono porque preciso de dinheiro. Deus, eu confio em Você e sei que nunca vai me deixar na mão. Porém, é inevitável, principalmente como homem, deixar de pensar nele. O pior é que nem nós, cristãos, temos muitas vezes intenções nobres com esse todo dinheiro.
Quantas vezes precisei e me negaram ajuda, inúmeras, Pai. Ainda bem que mesmo assim, o Senhor sempre supriu. Oh, Deus, Oh Deus. Além de tudo, esse tal de dinheiro, deixa-nos muito, mais muito individualistas. É meu dinheiro, minha necessidade, meu estudo, meu trabalho, minha vida. Ah Deus, será que um dia ao completar 18 anos, ao invés de um carro, os jovens receberão a seguinte missão: “Filho, esta aqui 30 mil reais, vai lá, cumpra o desejo do Pai, e ajude as pessoas”? Será que um dia, realmente o amor reinará até nesse tal e dinheiro? Pai, porque uns tem 10 casas e outros vivem de aluguel, como eu? Pai, porque uns tem 5 carros e outros pegam ônibus, e no final estão dentro da mesma igreja? Pai, porque dinheiro corrompe tanto as pessoas assim? Se eu estou isento disso? Negativo! Mas, é uma triste realidade. Deus, me ajude a fugir dessa avareza em que o mundo está consumido, ajude meus irmãos, por favor, Deus.
Não consigo parar de chorar, mas ainda tenho fé. Tenho muita fé. Porque sei que o Senhor pode mudar corações, como vem mudando o meu. Quem sabe um dia, um dia, dinheiro não seja mais o centro do mundo, ou até mesmo centro de nós, cristãos. Quem sabe um dia não seja mais tudo por dinheiro, ou fama, ou glória, ou poder, ou conforto, ou tudo o que ele pode proporcionar. Quem sabe um dia, Pai, não seja mais tudo por dinheiro, mas sim, tudo por amor, teu amor, Pai.
No nome de Jesus que eu oro, amém.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Lágrimas
segunda-feira, 12 de março de 2012
O homem imprestável
Enquanto passeada pelo canavial, viu que algumas crianças brincavam com as canas maiores, como se fossem espadas. Aquilo tomou o coração daquele homem de raiva, e subitamente afugentou as crianças aos berros e palavrões. Elas, que variavam entre 8 e 11 anos, não entenderam o porquê de tanta raiva, mas fugiram quase que voando do local. Frustrado, aquele homem senta-se em um pequeno montinho de terra em uma pequena parte sem as canas, devido a brincadeira tola das crianças que acabou retirando as canas do local.
O homem lamentava amargamente, porque mais uma vez havia feito algo ruim, algo que sabia que Deus reprovava, mas, lá estava aquele homem, de novo, pecando. Ele, então, começou a lembrar dos últimos meses de seu 48º ano de vida, e percebeu que não conseguiu evoluir em nada, as mesmas cobiças de mulheres mesmo sendo casado, os mesmos dialetos nojentos e continuava com a mesma maneira de tratar os outros. Já com os olhos cheios de lagrimas, relembrou de todas as vezes que disse para si mesmo e a para Deus que iria melhorar, que deixaria essas práticas ou jogaria elas para os cantos de sua mente. Aquele homem começou a se sentir imprestável a Deus, pois se Deus ama quem segue a luz, como ele conseguiria estar ao lado de um ser como ele?
Aquele homem decidiu caminhar pelo canavial, mais especificamente pela beira entre suas terras e as do vizinho. Suas terras eram tão grandes, que o final do lado oeste dava para o começo da cidade mais próxima. Resolveu adentrar e passear por ela, sempre pensando no que havia feito e de como havia se tornado imprestável a Deus. Deus não compartilharia nada um homem com aquelas posturas, certo? E há tempos o homem sentia-se distante e sem intimidade com Ele. O remorso tinha consumido-o, enfraquecendo sua vontade de mudar. Enquanto andava pensativo, trombou repentinamente com um garoto que aparentemente tinha entre 10 e 12 anos de idade. “Moço desculpe-me”, foi a frase do garoto. Porém como era de se prever, o homem se exaltou e proferiu insultos ao pobre garoto, que nada lhe havia feito. O menino então retrucou:
- O que você quer dizer com isso? – disse o homem
- Bem, olhe para aquelas senhoras, - disse apontando - acabei de passar por elas e vi que estavam fofocando sobre as mulheres do lado norte da cidade. Veja também aquele soldado flertando com aquela mulher que eu sei que não é a sua esposa. Viu? Não é demais esse jeito de Deus?
- Garoto, não entendo o que quer dizer?!
- Tanto aquela mulher como aquele homem estão em pecado, porém ambos têm oportunidade de uma vida renovada e cheia de alegria ao lado Dele. Deus dá isso de graça, porém somente para a aquele que realmente decidir se libertar do pecado e o seguir.
- Mas, garoto! O pecado existe, até os seguidores da palavra de Deus pecam, como resolver isso? Se o salário do pecado é a morte, então como podemos dizer que não somos imprestáveis a Deus?
- Você quer deixar de ser imprestável?
O homem engoliu seco sua saliva, o garoto havia tocado em sua ferida. Coincidência ou não, fez ele baquear. Pensou por alguns segundos e então respondeu:
- Sim, com todas as minhas forças, porém sempre dá tudo errado, nunca consigo. – disse o homem diminuindo sua voz.
- Lute, ore, jejue, não desista de agradar a Deus. Ele te ama infinitamente e te aceitará de volta e te recompensará com a vida eterna. Se arrependa e vá em frente! Nunca desiste porque certamente Ele nunca desistirá de você!
O homem já ficando comovido com as palavras do menino, fala com uma última dúvida:
- E como fica o saldo do pecado?
O menino olhou fixamente nos olhos do homem e disse:
- Ame a Deus com todas as forças e fôlego. Quanto ao saldo, alguém ira pagar por ele. Preciso ir moço, foi bom falar com você. Tchau tchau.
O homem não conseguiu se conter e começou a chorar, estava tão contente de ter entendido que, apesar de tudo, poderia mudar tais atitudes e Deus lhe aceitaria de volta. Quando se deu conta, o homem percebeu que o garoto já estava quase sumindo no horizonte. Ele, então, aos berros diz ao menino:
- Espere garoto, diga pelo menos o seu nome!
O menino virou apenas o rosto enquanto caminhava em direção ao centro da cidade de Jerusalém e falou:
- É Jesus.
